A origem do rock no Brasil

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“Toquem o meu coração” “pro dia nascer feliz” até “domingo de manhã”

Os títulos acima são trechos de músicas do estilo Rock’n Roll. Querido pelos brasileiros, o estilo é para muitos mais do que gosto musical, representa paixão e um estilo de vida que tem suas peculiaridades e, principalmente, ídolos, muitos ídolos, como o Rei do Rock Elvis Presley. Neste Acontece no Costão vamos conhecer um pouco da história deste ritmo que encanta gerações. 

O rock’n roll surgiu nos Estados Unidos no final da década de 1940 e tem suas raízes intimamente ligadas aos estilos afro-americanos como country, blues, R&B e gospel. Por suas características musicais únicas e marcantes, aliada ao som das guitarras, dominou o mundo em pouco tempo. Muito além da música, o rock influenciou – e ainda influencia – a vida, a moda, as atitudes, a linguagem.

Dentre as variações, uma das mais famosas foi o Rockabilly, tipo tocado e gravado em meados dos anos de 1950 por cantores como Elvis Presley e Carl Perkins, que traziam uma personalidade para o estilo e por isso conquistaram fãs por todo o mundo. Dali por diante, novas formas de se fazer rock apareceram, como Hard Rock, Punk Rock, Heavy Metal, Pós-Punk, Indie Rock, entre outros.

Em terras tupiniquins

No Brasil, o rock surgiu na década de 1950 graças à gravação de Nora Ney para o clássico Rock Around the Clock, de Bill Haley & His Comets, e Cauby Peixoto, que gravou Rock and Roll em Copacabana, canção considerada a primeira do gênero em português. Ainda nos anos da ‘brilhantina’, outro expoente foi a cantora Celly Campelo – você não leu errado! – a mesma do clássico Estúpido Cupido

Os anos 60 fizeram valer a efervescência juvenil da época ao lançar nomes como Roberto e Erasmo Carlos, Renato e Seus Blue Caps, Jerry Adriani e toda a turma da Jovem Guarda que enlouqueciam as meninas da época. Vindos da Tropicália, os Mutantes de Rita Lee e dos irmãos Arnaldo Baptista e Sérgio Dias deixaram o Brasil surpresos com o rock psicodélico. Na década de 70, um certo Raul Seixas desafiou a estética da época unindo, por exemplo, rock e baião às letras políticas e, ao mesmo tempo, escrachadas.  

Porém, foram os anos 80 que deram alma e corpo ao rock nacional. As cenas de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo produziram ídolos atrás de ídolos em um cenário de (quase) pós-ditadura. Nesta época, surgiram bandas reverenciadas até hoje como Legião Urbana, Capital Inicial, Plebe Rude, Barão Vermelho e depois Cazuza em carreira-solo, Paralamas do Sucesso, RPM, Titãs, Ira!, entre outras.

Os anos 1990 trouxeram um resquício musical do que fora a década anterior, com os mesmos nomes reinando e outros aparecendo, entre eles Raimundos, Rappa, Patu Fu e Skank e uma que infelizmente teve uma carreira interrompida por um trágico acidente de avião, mas que ainda hoje é lembrada: Mamonas Assassinas.

O século XXI começou de maneira triste para os fãs do rock nacional com a morte, em 2001, da cantora Cássia Eller, ícone da juventude da época. As décadas do novo milênio seguiam com o estilo voltado ao Hardcore melódico, quando a cena foi invadida por bandas como CPM 22, Detonautas Roque Clube, Pitty, NX Zero, Fresno, etc, e rocks mais clássicos e/ou divertidos, casos da Cachorro Grande, Brothers of Brazil, Móveis Coloniais de Acaju, Matanza, Autoramas e Vanguart. 

Mas seja qual for o seu estilo, no rock sempre tem lugar! 

Agora, uma pergunta para encerrar esse tour roqueiro: que tal assistir aos shows do Freajt, RPM e Brothers of Brazil aqui no Costão, durante o Rock Weekend? Depois de toda essa viagem você não vai ficar de fora dessa, né? Confira informações do pacote aqui.

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